28 de junho de 2009

#brazilianmayerday


Sim, nós fãs brasileiros do John Mayer somos os fãs mais fodas do mundo!

#brazilianmayerday

Ele viu! Ele respondeu! Ele VEM PRO BRASIL!

@johncmayer BIG love to my Brazilian fans for establishing #brazilianmayerday - You have my word I will play Brazil on the next tour!!

http://www.twitter.com/kaahadami

http://www.twitter.com/johncmayer

http://www.twitter.com/johnmayerbr

23 de junho de 2009

O fim do primeiro estágio



É inegável o carinho que sinto por todos vocês e inesquecível tudo o que passamos juntos nesse 1 ano e meio de estágio.

O que serão agora das minhas tardes sem ouvir o som das vozes de vocês, sem aquelas pilhas intermináveis de juntadas, aquele balcão abarrotado de advogados querendo tudo pra ontem, aquele telefone chato que não parava de tocar e advinha pra quem é a ligação?
- Luciaaa, telefone!

Quanta falta vamos sentir do Chefe falando:
- Tenho me incomodado!
Ou ainda:
- Oh homizinho!
E claro o:
- Vou te aperta!

O que vai ser das nossas tardes sem a Flávia nos narrando as iniciais. Do Bulinho (também conhecida como Sá) com toda aquela calma e aquela cara mais fofa do mundo. Quem vai ser minha mau-caráter preferida agora heim Carolina? O que vai ser de mim sem a Thaysa fazendo aqueles comentários que MEU DEUS (!!) quantas vezes me abriram os olhos e claro, não posso deixar de citar ele, nosso muso: o Narigudo Gato! A Indira e suas mil aventuras pelos corredores, nossa técnica nota 10! A Cris e suas gargalhadas. A Lucia e sua paciência em explicar as coisas, e nem deu tempo da Janaina falar mais alto! A Angela falando “Ah Chefeee”, e o Lucão, meu parceiro e curitibanense preferido.

O mais gostoso de tudo foi que aprendemos de certo modo a ter o nosso espaço, a respeitar uns aos outros e, apesar de alguns desentendimentos, conseguimos levar nossa amizade além das paredes do fórum, além das pilhas de processos.

As viagens inesquecíveis: O que seria do meu Country Festival sem a Cris gritando “me carreuga pra tua vida, a Sá nos mostrando as ruas de Campo Largo com lombadas sobrenaturais e, claro, eu e minha mala vermelha? O que seria do meu final de semana em Curitibanos sem a Sá, a Carol e o Lucão – carro subindo a serra de ré, gente querendo ir pra luz e cuidado com os homens de chapéu! -, sem o nescauzinho da Sá e o quentão com creme? O que seria do frio de Lages sem a Thaysa, a Sá e a Carol – e a vaca mugindo do lado de fora da pousada -, e a descoberta de que quentão com creme na verdade é ponche? E as Wood’s?

Nossas confraternizações do cartório, os amigos secretos, os aniversários e claro, o dia do Chefe assar pão no cartório.

Muitos deixaram a gente antes, mas nada se compara a essa despedida. Agora todas nós estagiárias vamos de uma só vez.

Juro que vou sentir falta de conferir os processos da audiência – menos de ligar pros advogados e de colocar a segunda folha da relação. Até daquela confusão com os processos do Mutirão.

Depois de duas mudanças, depois de passar por uma fase de desânimo geral, parecia que agora as coisas iam voltar ao normal, que o lugar novo iria colocar as coisas no lugar. Depois de tudo pronto, somos nós que vamos partir, e pior, não por nossa vontade. Quem que iria querer deixar tudo isso pra trás, sem um motivo justo. É claro que não iríamos ficar ali pra sempre, mas foi tudo tão de repente.

Obrigada por compartilhar esses momentos comigo. Pelas tardes divertidas - sei que algumas delas eram chatas, demoravam pra passar, dava 9 horas da noite, mas não davam 7 horas -, mas com certeza vamos sentir falta delas. Obrigada pelas vezes em que me faziam sentir melhor quando uma banana me fazia mal. Pelas vezes em que aturaram meu mau humor, e eu prometo que no próximo semestre vou estudar e freqüentar mais as aulas!

Agora o que fica são as saudades daquelas tardes e a amizade que construímos.

Obrigada por tudo.
Eu amo vocês!

(Karina Adami)

22 de junho de 2009

As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física.

Friedrich Nietzsche
E agora, com Twitter!!!
/kaahadami

21 de junho de 2009

Bom domingo.



Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.

Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar!

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente.

Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.

Clarice Lispector.

Crepúsculo



“De três coisas eu estava convicta.
Primeira, Edward era um vampiro.
Segunda, havia uma parte dele – e eu não sabia que poder essa parte teria – que tinha sede do meu sangue.
E terceira, eu estava incondicionalmente e irrevogavelmente apaixonada por ele”.

Bella Swan, Crepúsculo.

Edward & Bella


“(...) Quando a vida lhe oferece um sonho muito além de todas as suas expectativas, é irracional se lamentar quando isso chega ao fim”.

Prólogo de Crepúsculo, de Stephenie Meyer.

9 de abril de 2009

O Amigo Distante




O amigo distante, faz com que o amor por ele aumente,
pela a saudade que faz a gente sentir.
Quando o amigo à quem se ama vive longe, somos capazes até de sentir por momentos, o calor do seu abraço; o afago de suas carícias, seu cheiro, seu jeito de amar...
O amigo à quem muito se ama, quando longe se faz perto, ele anda no pensamento, vive na nossa alegria e mora nos nossos corações.
O amor entre amigos é tão forte, que não precisa compromisso, não há papel assinado, nem tempo determinado.
Amor entre amigos é virtude, de quem tem humildade e decência de jamais trair o amigo, por maior que seja a oferta.
O amigo de verdade, sabe defender o outro, como alguem que se defende, por pior que seja a ofensa.

Graci

6 de abril de 2009

Depois de Algum Tempo, por William Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão.

Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando, e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar a onde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende realmente que pode suportar... Que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida!

3 de abril de 2009

"Acho que, assim como a maior parte das nossas feridas tem origem em nossos relacionamentos, o mesmo acontece com as curas, e sei que quem olha de fora não percebe essa bênção".

A Cabana, de William P. Young.

30 de março de 2009

Um fim de semana "Country Festival" em Curitiba



“Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs”.

Nada melhor do que sentir o gostinho de curtir o momento. Definitivamente coisas planejadas não dão certo. A arte vem do improviso. O segredo é saber esperar a hora. Paciência. Muita paciência. Uma amiga me disse que ser paciente é uma grande virtude. Pois bem, creio que a tenho.

Um dia cantaram: “vamos viver tudo o que há pra viver, vamos nos permitir”, PERMITA-SE.

Viva o hoje como se não houvesse amanhã e não viva o passado. O que passou... passou! Guarde as lembranças no lugar certo, na caixinha certa.

Pegue o carro, abra as janelas, sinta o vento desarrumar seu cabelo. Sinta o cheiro de coisa nova.

Ouça as músicas que nunca pensou ouvir.

E lembre-se: pessoas vem e vão; não pense que as que se foram não eram especiais, cada pessoa tem o seu momento e faz parte de uma fase de sua vida. Guarde delas as melhores lembranças. E não esqueça de preservar os bons amigos, velhos ou novos.

E é a vocês amigos, que agradeço por mais um fim de semana inesquecível!

18 de setembro de 2008

de John Mayer



Where are you now?
Where have you gone?
Are you ever coming back?
Is this your way of moving on?
Was it something I said?
Was it something I didn't say?
Do the words I left unspoken
Still keep you away?

Where are you now?
Where have you gone?

Without You - John Mayer

17 de setembro de 2008

Dia Chato Hoje...

"Abençoados os que esquecem, pois aproveitam até mesmo seus equívocos." Nietzsche



A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros

11 de setembro de 2008

Crônica do Amor, de Arnaldo Jabor




Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

de Patrícia Coelho



Simples Desejo
Patrícia Coelho


Que tal abrir a porta do dia, entrar sem pedir licença, sem parar pra pensar (pensar em nada). Pra viver e pra ver não é preciso muito. Atenção. A lição está em cada gesto, tá no mar, tá no ar, no brilho dos teus olhos.

Eu não quero tudo de uma vez, eu só tenho simples desejo. Hoje eu só quero que o dia termine bem, hoje eu só quero que o dia termine muito bem. Hoje eu só quero que o dia termine muito bem.

Legal, que lagal ficar sorrindo à toa. Sorrir pra qualquer pessoa. Andar sem rumo na rua.

Pra viver e pra ver não é preciso muito. Atenção. A lição está em cada gesto, tá no mar, tá no ar, no brilho dos teus olhos.

Eu não quero tudo de uma vez, eu só tenho simples desejo. Hoje eu só quero que o dia termine bem. Hoje eu só quero que o dia termine muito bem. Hoje eu só quero que o dia termine bem.

Simples Desejo...

9 de setembro de 2008

de Kiko Zambianchi




Eu Te Amo Você
Patricia Coelho
Composição: Kiko Zambianchi


Acho que eu não sei não
Eu não queria dizer
Tô perdendo a razão
Quando a gente se vê

Mas tudo é tão difícil
Que eu não vejo a hora
Disso terminar
E virar só uma canção
Na minha guitarra

Eu te amo você
Já não dá prá esconder
Essa paixão

Eu queria te ver
Sentindo esse lance
Tirando os pés do chão
Típico romance

Mas tudo é tão difícil
Que era mais fácil
Tentarmos esquecer
E virar mais uma ilusão
Nessa madrugada

Eu te amo você
Já não dá prá esconder
Essa paixão

Mas não quero te ver
Me roubando o prazer da solidão
Eu te amo
Te amo você
Não precisa dizer
O mesmo não
Mas não quero me ver
Te roubando o prazer da
Solidão

[ http://www.youtube.com/watch?v=W2nitu6fdnM ]

27 de julho de 2008

Pedaços de Mim



Eu sou feito de
sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir, para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
de pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo

Mas continuo vivendo e aprendendo.

Martha Medeiros

20 de julho de 2008

Você Existe, Eu Sei



Há tanto tempo venho procurando
Venho te chamando
Você existe, eu sei
Em algum lugar do mundo você vive
Vive como eu
Onde eu ainda não fui
Como é o seu rosto?
Qual é o gosto que eu nunca senti?
Qual é o seu telefone?
Qual é o nome que eu nunca chamei?
Se eu esbarrei na rua com você
E não te vi meu amor
Como poderia saber?
Tanta gente que eu conheci
Não me encontrei só me perdi
Amo o que eu não sei de você
Como é o seu rosto?
Qual é o gosto que eu nunca senti?
Qual é o seu telefone?
Qual é o nome que eu nunca chamei?
Sei que você pode estar me ouvindo
Ou pode até estar dormindo
Do acaso eu não sei
Talvez veja o futuro em seus olhos
Pelo seu jeito de me olhar,
Como reconhecerei voce?


Biquini Cavadão

5 de julho de 2008

Crônicas - Bob Dylan




Primeiro volume de uma trilogia autobiográfica, Crônicas alterna-se entre "revelador, poético, apaixonado e espirituoso", como define Eduardo Bueno no posfácio da edição brasileira.
Apontado como um dos dez melhores livros de 2004 pelo New York Times, Crônicas enfoca momentos cruciais da vida e da obra de Bob Dylan. Com uma narrativa direta e confessional, Dylan começa contando sua viagem para o boêmio bairro Greenwich Village, Manhattan, por volta de 1961. "Não estava em busca de dinheiro nem de amor. Tinha um senso de percepção ampliado, estava firme no meu rumo; para completar, era inexperiente e visionário. Não conhecia uma viva alma naquela metrópole sombria e enregelante, mas tudo estava prestes a mudar - e depressa", recorda. Foi em Nova York - cidade de Van Ronk e Peggy Seeger - que Dylan moldou seu destino. Com devida reverência, fala de Woody Guthrie; cita também a influência de Von Ronk ("ele veio da terra dos gigantes"), Ed McCurdy, Josh White, entre outros. O cenário musical da época fervilhava. "O destino estava prestes a se manifestar. Senti como se ele estivesse olhando direto para mim e para mais ninguém". Apesar de não ter procurado, era impossível escapar - pelo menos das paixões - vivendo em Nova York. Em suas recordações, não está somente a carreira, mas também a vida levada em festas noturnas e os amores passageiros e amizades inabaláveis.

-

Uma canção é como um sonho, e você tenta torná-la realidade. São como países estranhos nos quais você tem que entrar. Você pode escrever uma canção em qualquer lugar, na cabine de um trem, em um barco, no lombo de um cavalo – estar em movimento ajuda. Às vezes, pessoas que possuem o maior talento para escrever canções jamais escrevem nenhuma porque no estão em movimento. (p. 182)

4 de julho de 2008

de John Mayer:




Gravity is working against me
And gravity wants to bring me down

Oh I'll never know what makes this man
With all the love that his heart can stand
Dream of ways to throw it all away

Oh Gravity is working against me
And gravity wants to bring me down

Oh twice as much aint twice as good
And can't sustain like one half could
It's wanting more
That's gonna send me to my knees


- um ano ♥

30 de junho de 2008

de Cazuza




Saia desta vida de migalhas, desses homens que te tratam como um vento que passou.

Caia na realidade, fada. Olha bem na minha cara, me confessa que gostou: do meu papo bom, do meu jeito são, do meu sarro, do meu som. Dos meus toques pra você mudar mulher sem razão ouve o teu homem. Ouve o teu coração, no final da tarde. Ouve aquela canção que não toca no rádio.

Pára de fingir que não repara nas verdades que eu te falo, dá um pouco de atenção.

Parta, pegue um avião, reparta, sonhar só não tá com nada é uma festa na prisão.

Nosso tempo é bom, temos de montão deixa eu te levar então, pra onde eu sei que a gente vai brilhar mulher sem razão, ouve o teu homem. Ouve o teu coração batendo travado por ninguém e por nada na escuridão do quarto.


Mulher Sem Razão, Cazuza.

- para as amigas:




A vida nos apresenta milhares de pessoas e cada uma delas vem cumprir um papel conosco.

Todas as pessoas que passam por nossa vida ficam na nossa memória, nos nossos hábitos, nas nossas fotos, e no meio de tudo que se sente de dor, ou de prazer, poderá contar por toda eternidade.

As grandes amigas que tenho na vida, aquela nerd CDF que sabe tudo, que gosta de escrever várias histórias (é claro que ela ainda não descobriu seu talento);
aquela pra quem você conta absolutamente tudo, e sente que foi entendida, e sai aliviada;
aquela que passa com você os momentos mais difíceis da sua vida;
aquela que abraçou em silêncio e sentiu você chorar;
aquela que faz tudo que você pede;
aquela que ouve quando você está apaixonada e passa horas falando do mesmo assunto, ou vice e versa.

Tem também aquela por quem você sente um carinho enorme desde a primeira vez que viu, e que escreve e manda poesias, e sempre na hora certa, na hora em que você mais precisava.
aquela que te empresta a casa de praia para você passar a semana do natal e ano novo;
aquela que te deu o conselho certo, que você não ouviu;
aquela que presenciou o maior mico, segura seu braço quando você tropeça ou quando vai atravessar a rua, sem olhar;
aquela que defende você de tudo e de todos e tem também aquela que é uma irmã pra você.

e simplesmente aquela!

PS: furtado do “quem sou eu” da Darlin :)

27 de junho de 2008

As Aparência Enganam

Não ocorre a ninguém que uma mulher possa estar só, num bar, tomando uma bebida e olhando o mundo. E que dali ela possa sair, entrar num restaurante, jantar e depois tomar um táxi para casa com a alma e o coração totalmente em paz [...]
Se sentir à vontade entre pessoas foi ficando raro; tão raro que ela, aos poucos, foi deixando de tentar. E não conta pata ninguém o quanto é feliz tomando um drinque num bar em qualquer lugar do mundo, sozinha, observando a grande comédia humana – mas de longe, como espectadora. Até porque ninguém acreditaria.

Danuza Leão.

26 de junho de 2008

Por Wilson Sideral




Não importa o combinado, de improviso somos lindos
Tudo bem se estou do teu lado, posso viver no escuro
Não importa o arranjo, em conjunto somos mais do que solo
A casa fica colorida com a tua presença linda


Foram noites de amor a dois
Tão longas, que no fim éramos um
Despedaçados e inteiros, querendo cantar discos inteiros
Não fomos egoístas, saboreamos o tempo por inteiro
Como aquelas canções que não precisam de refrões

Como aquelas canções que não precisam de refrões...

É isso que eu preciso
Ouvir teus discos e dormir de dia contigo
Voar alto no teu pensamento
Acender teu fogo nessas noites longas de frio
Nessas noites longas...

Se eles querem ganhar dinheiro
Eu me entrego no primeiro ato
Não tenho medo, não sou perfeito
E só com você eu cumpro o contrato
Te espero dormindo num dia lindo

Tudo é um sonho, pareceu viagem
Não tomei drogas, nem comprimidos
Mas pro teu amor comprei passagem...

Wilson Sideral - Por Inteiro

19 de junho de 2008

A importunidade do amor, por Martha Medeiros.


Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha. Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia.


Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver.

Por que o amor nunca chega na hora certa? Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio. O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida.

O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole.

O amor está em todos os lugares, você que não procura direito. A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

de Wilson Sideral:

"A vontade de falar tudo isso pra você já virou mais uma página. Palavras são como os boêmios gostam de sair à noite".

Até a noite!

18 de junho de 2008

Recomeçando

Tenho mil defeitos e outras tantas qualidades.
Sou igual a muitas e bem diferente de tantas.
Concordo com Martha quando ela diz que é para acreditar “nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa” e com Mayer quando ele diz que “sou maior que meu corpo”.
Tem dias que gosto de falar, outros dias de escutar.
Hoje minhas palavras podem ser boas, amanhã péssimas.
Meu humor muda como o vento, agora estou bem, depois... quem sabe...
Adoro um ‘amor platônico’. Um belo momento. Uma boa “tirada”. Um papo com o Zé (heim?).
Não gosto de gente que fala demais, grita demais, beija demais, ama demais, odeia demais, que é tudo demais. Excessos cansam.
Gosto de boa música (o que é bom pra mim, pode ser péssimo pra você).
Não discuto com você. Não gosto. Não tenho paciência.

Gosto de ler. Então me escreva.